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Um meteorito, um cristal, uma nave? Incomparável? Cultura e arquitetura uniram-se na Casa da Música, que "aterrou" na Boavista por causa da cultura, quando o Porto foi capital europeia, mas a música que se ouve lá dentro é vista cá fora com olhares bem distintos.
O edifício da Casa da Música é um desafio à imaginação. Na de Maria Teixeira, que ainda se recorda de ter conhecido o marido na Boavista de outros tempos, a opinião é assim assim. «Nem bonito, nem feio. É uma caixa de fósforos».
O Diogo vai estrear-se na Casa. Antes de entrar, gosta do que vê. «Hmmm... Parece uma forma geométrica. Parece um cristal».
Para o Lucas, a visita é repetida, mas continua a descobrir no espaço pormenores que o deslumbram. «É tão estranho. Tem imensos lados, formas estranhas, vidros ondulados. Isto não existe».
Jorge Porto, membro dos Batucada Radical, olha para a Casa com outros olhos. A parceria deste grupo com o serviço educativo é antiga e valiosa...
«É aquele irmão mais velho que ajuda. Nós vamos aos bairros, damos aulas a crianças e a Casa da música está sempre a apoiar-nos».
Daniel Sousa, aluno do Conservatório do Porto, tema na Casa da Música, lições constantes. «É onde se passam os maiores concertos. Para nós jovens que queremos ouvir os melhores, acabamos por aprender também».
Miguel Meirinhos, outro aluno, toca no mesmo ponto ao referir que aqui «temos oportunidade de ver músicos americanos ou de Leste. Os melhores de mundo vêm aqui».
Leonardo Carvalho é outro aprendiz e conta a experiência de já ter tocado na Casa da Música.«É... é diferente. É muito diferente tocar aqui porque é uma das grandes salas do país».
Para os adultos que rodeiam, entram visitam e frequentam a Casa da Música, projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, o Porto ganhou um edifício icónico e único. As opiniões recolhidas pela TSF são várias e variadas. Dizem que o edifício parece «uma nave espacial, um diamante, um meteorito». Também há quem fique sem palavras «não faz lembrar nada, é a grande vantagem dele. É tão original, tão diferente» ou quem diga apenas que «a única palavra que me ocorre é grandiosidade».