
Amadeu Araújo/TSF
O concelho promoveu este sábado a recriação da última Rota da Transumância, para reviver uma tradição capaz de levar à região visitantes e turistas que procuram o sentido desse hábito ancestral do pastoreio do gado, a 1382 metros de altitude.
A transumância era a "grande viagem". "Da Estrela ao Montemuro, pastores e muitas centenas de cabeças de gado subiam à serra, onde os pastos eram mais viçosos, para passar o verão", conta Júlio Santos, um antigo pastor da transumância que chegou a "arrendar terras para o gado e nesse tempo os proprietários de pastagens, nas zonas mais altas da serra, acabavam também por lucrar com o movimento do gado".
A serra ainda não perdeu o viço mas ovelhas e cabras quase que abalaram. Da transumância sobram as recordações. "O amanho do gado ainda sustenta vidas mas os dinheiros já são poucos", acrescenta Manuel da Rosa, outro antigo pastor que assume que "conduzir o gado na montanha" - que a geografia de Amorim Girão crismou de serra desconhecida - "não era fácil".
Agora a ideia é que as recordações da transumância "tragam visitantes e turistas", dizem os dois pastores que assumem que a recriação, em Castro Daire, da última Rota da Transumância: "é um primeiro ensejo para criar um novo cartaz turístico que promete voltar em 2016".