
CERN
Reuters
Apesar de o físico que teorizou a existência do bosão de Higgs ter sido convidado para o anúncio desta descoberta, ainda não foi hoje que foi anunciada a existência desta partícula.
O CERN anunciou, esta quarta-feira, a descoberta de uma nova partícula subatómica, contudo, ainda não há certeza se se trata do bosão de Higgs, também conhecido como a "partícula de Deus".
Para este anúncio, os físicos do CERN convidaram ao académico que nos anos 60 teorizou a existência desta partícula, contudo, ainda não foi hoje que foi apresentada a prova final de que existe este bosão.
O anúncio feito esta quarta-feira indicou apenas que a partícula que foi descoberta é «consistente» com a teoria que suporta o bosão de Higgs.
Em comunicado, o diretor-geral do CERN indicou que foi «atingida uma nova etapa da nossa compreensão da natureza» e que a descoberta anunciada esta quarta-feira «deverá levantar o véu sobre outros mistérios do nosso universo».
Caso se confirme a existência do bosão de Higgs, onde poderá estar a resposta para a origem da massa no universo, serão encerrados cerca de 40 anos de investigação na procura desta partícula e poder-se-á mais 20 ou 30 anos de uma nova ciência.
O presidente do Laboratório de Investigação de Física de Partículas explicou que ainda são necessárias mais colisões para que se chegue a mais certezas sobre esta questões.
Em declarações à TSF, Gaspar Barreira adiantou que é necessário descobrir um partícula que «tenha todas as características do Higgs» para que se chegue a uma certeza total.
Este cientista disse ainda que o bosão de Higgs é fundamental no "modelo padrão" da Física, pois permite que todo o puzzle encaixe.
«Esse 'modelo padrão' explica tudo até agora o que se passa dentro de um laboratório à superfície da Terra exceto a existência da massa das partículas», explicou.
Gaspar Barreira adiantou ainda que o bosão de Higgs «até hoje não apareceu em nenhum laboratório do mundo e em nenhuma experiência, porque não foi possível até agora energia suficiente para a criar».
«O que se passa hoje é que muito provavelmente conseguimos criar esta partícula e fechar aquilo que se chama o 'modelo padrão'», concluiu.