
Brian Feldman, um dos investigadores da Universidade de Stanford, segura o microchip
DR/Stanford University
Trata-se de um microchip feito com nanopartículas de ouro que identifica a presença de biomarcadores da doença com uma gota de sangue. O diagóstico é feito em minutos em vez de vários dias.
A tecnologia foi desenvolvida na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e pode facilitar o diagnóstico de doentes com diabetes tipo 1.
O microchip, descrito na última edição da prestigiada revista Nature Medicine, é tão simples que pode ser utilizado fora de um hospital ou de um laboratório, e em grandes grupos de pessoas simultaneamente.
O sistema está preparado para detetar os autoanticorpos, proteínas produzidas pelo organismo que sofre da variação auto-imune da doença. São eles que atacam as células beta pancreáticas, produtoras da insulina, o que provoca o diabetes tipo 1.
Atualmente, o diagnóstico pode durar até três dias, mas o microchip criado pelos investigadores da Universidade de Stanford utiliza uma tecnologia que torna o processo mais rápido.
Uma gota de sangue é o suficiente. O microchip é capaz de sinalizar a presença dos biomarcadores típicos do diabetes com 2 microlitros de sangue (uma única gota tem 35 microlitros). O segredo está nas nanopartículas de ouro depositadas sobre a placa de vidro que intensificam o sinal fluorescente que indica a reação entre um conjunto selecionado de antígenos e seus respetivos anticorpos.
Os criadores do microchip já pediram a aprovação da FDA, a agência norte-americana que regula remédios e alimentos. O preço estimado deste método ronda os 15 euros e cada peça poderia ser usada até 15 pessoas.