
Exposição "360º Ciência Descoberta"
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A Exposição "360º Ciência Descoberta", que abre hoje ao público na Gulbenkian, em Lisboa, revela o contributo dos portugueses e dos espanhóis para a ciência moderna, na época dos Descobrimentos.
Intitulada "360º Ciência Descoberta", a exposição é comissariada por Henrique Leitão, investigador do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Reproduções de animais exóticos descobertos na altura - como um rinoceronte e um crocodilo, em tamanho natural - caixas com especiarias orientais e borboletas gigantes são algumas das descobertas da época, que causaram espanto nas populações e que a exposição vai partilhar com o público.
De acordo com o comissário, esta exposição tem como objetivo relatar "uma história por contar" de centenas de navegadores, cartógrafos, criadores de instrumentos, matemáticos que estiveram envolvidos nos descobrimentos e cujo trabalho contribuiu para grandes mudanças, na forma de ver o mundo e na ciência.
A mostra reúne peças ilustrativas deste "período dourado da ciência Ibérica", como mapas e manuscritos raros, especiarias, instrumentos e livros.
Na exposição vão estar também expostos materiais usados nas viagens da época, como mapas e instrumentos como o astrolábio, o quadrante e a balestilha, que viriam a ser inventados ou adaptados a este novo tipo de navegação, e também a Bíblia dos Jerónimos, símbolo do mundo antigo.
O material e informação estão distribuídos por um percurso composto por seis núcleos: "O saber pela palavra", "O espanto da novidade", "Do Mediterrâneo ao mundo todo", "Cada estrela é um número", "Planear: a gestão do saber e Do Mundo Novo" e "Uma Ciência Nova".
"360º Ciência Descoberta" vai estar patente na Gulbenkian até ao dia 2 de junho.