
Centro de Arte Moderna, da Fundação Calouste Gulbenkian
DR/Fundação Calouste Gulbenkian
Numa altura em que o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian celebra 30 anos, os visitantes não diminuíram mas mudaram de hábitos devido à crise económica do país.
Numa entrevista à agência Lusa sobre os 30 anos do Centro de Arte Moderna (CAM), que se celebram a 25 de julho com o lançamento de uma programação de seis meses, Isabel Carlos, diretora da entidade, disse que a crise não provocou uma diminuição do número de visitantes no centro.
«Ao nível dos visitantes não perdemos, mas reparamos que o público vem mais ao domingo de manhã, porque a entrada é grátis. O público de domingo aumentou imenso e, de terça a sábado, diminuiu», indicou a responsável do CAM, que recebe anualmente uma média de 100 mil visitas.
Para Isabel Carlos «é compreensível» a opção pelo domingo de manhã, «sobretudo no caso das famílias, porque pesa nos seus orçamentos». No CAM, as crianças não pagam até aos 12 anos, e os adultos pagam cinco euros.
Para celebrar os 30 anos do CAM, mais de três centenas de obras de arte vão ocupar, a partir de 25 de julho, todo o Centro de Arte Moderna, incluindo uma instalação sonora, nas casas de banho, para celebrar trinta anos desta instituição.
A "estrela" da celebração será o artista Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), de quem o CAM possui o maior acervo existente no país, porque a Gulbenkian foi adquirindo obras ao longo dos anos e também devido a «uma generosa doação» feita pela família do artista.
«Amadeu de Souza-Cardoso é, de facto, o grande pintor da primeira metade do século XX. É incontornável. Está lá tudo. Tudo o que foi o século XX está na obra dele. Por isso pareceu-nos óbvio que ele tinha de ser a âncora desta celebração e desta exposição», justificou Isabel Carlos.