O Departamento de Investigação de Acção Penal (DIAP) de Lisboa instaurou um inquérito para apurar se houve crime de poluição na fuga de combustível ocorrida em Maio num posto de abastecimento do aeroporto da Portela.
Segundo uma informação do DIAP enviada à agência Lusa, foi instaurado «um processo crime para apurar uma eventual prática do crime de poluição».
Na semana passada, uma notícia avançada pela Rádio Renascença dava conta de uma fuga de combustível no aeroporto de Lisboa, ocorrida em Maio, que «pode ter afectado» os lençóis de água da zona e que a Galp a terá «mantido em segredo», violando a legislação que obriga a empresa a comunicar estas ocorrências à entidade licenciadora, neste caso a Câmara Municipal de Lisboa.
Fonte oficial da Galp confirmou à Lusa a fuga de combustível, mas assegurou que a descontaminação dos solos está a ser feita e que não houve contágio dos lençóis de água.
A Inspecção-Geral do Ambiente decidiu avançar com um processo para investigar a fuga de combustível, um caso que a entidade tutelada pelo Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território afirmou desconhecer.
Também a Câmara de Lisboa informou não ter conhecimento da fuga de combustível no aeroporto da Portela, mas que assegurou que iria contactar as entidades governamentais competentes para «perceber o que aconteceu e quais os impactos para a cidade».