
REUTERS/Lucy Nicholson
Um estudo com três milhões de pessoas que receberam anestesia mostra que há uma percentagem que acorda acidentalmente. Stress pós-traumático pode ser uma das consequências.
Carol Weihrer conta à CNN que «estava acordada, mas paralisada», durante uma cirurgia aos olhos que realizou em 1998. «Podia ouvir o cirurgião a dizer para "cortar mais profundamente" e eu gritava, mas ninguém me podia ouvir. (...) Pensei que estava a morrer».
O que aconteceu a Carol é que acordou indevidamente durante uma cirurgia, um fenómeno raro designado por "consciência acidental durante a anestesia geral".
Carol padece de stress pós-traumático desde a operação, não conseguindo dormir numa cama normal. «Se ficar na posição horizontal, tenho flashbacks da mesa de operações», conta ainda nesta reportagem.
A CNN ouviu Carol Weihrer a propósito da maior investigação feita até hoje (três milhões de pacientes que receberam anestesia geral no Reino Unido e na Irlanda) sobre os fatores de risco e os efeitos psicológicos da consciência anestésica.
Conclusões principais: cerca de um em 19.600 pacientes acordam "acidentalmente" durante a cirurgia. E quando a anestesia é mais leve, o risco é mais elevado (um em 670 pacientes).
Alguns dos pacientes descreveram asfixia, paralisia, dor, alucinações e experiências de quase-morte.