Somam-se elogios, dos do mesmo e de outros credos. São de louvor as palavras dedicadas a D. José Policarpo. O antigo cardeal patriarca morreu, na quarta-feira, com 78 anos. O Governo poderá decretar luto nacional.
Numa breve declaração registada ontem à noite pela Rádio Renascença, D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, lembrou a generosidade, a bondade e a lucidez que o antecessor sempre demonstrou no desempenho das suas funções.
Januário Torgal Ferreira, antigo bispo das Forças Armadas, lembra Policarpo como um homem que fez a ponte entre vários setores da sociedade.
Outro testemunho: Alfredo Bruto da Costa, presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, um organismo laico da Conferência Episcopal, nota que José Policarpo era sensível aos problemas humanos, mas pouco aberto a mudanças doutrinais.
A Igreja Católica portuguesa perdeu, esta quarta-feira, um dos nomes mais relevantes que esteve sempre em contacto com as outras religiões. Foi precisamente este aspecto que lembrou, em declarações à TSF, o xeque David Munir, líder da comunidade islâmica de Lisboa.
O xeque Munir considera que Portugal perdeu um homem com um grande valor.