Engenheiros e arquitetos portugueses continuam a ser barrados no Brasil. Um ano depois da assinatura do acordo para o reconhecimento dos diplomas pouco ou nada se alterou.
Os engenheiros e arquitetos portugueses que viajaram para o Brasil à procura de trabalho continuam sem poder assinar a autoria dos projetos.
Um ano depois da assinatura do acordo entre o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e a maior associação de universidades do Brasil para o reconhecimento dos diplomas pouco ou nada mudou.
Carlos Matias Ramos, o bastonário da Ordem dos Engenheiros, diz que os casos de diplomas de engenharia reconhecidos no Brasil contam-se pelos dedos.
O mesmo acontece com os licenciados portugueses em arquitetura. No último ano a Ordem dos Arquitetos não teve conhecimento de qualquer profissional português que tenha conseguido o reconhecimento do grau académico no Brasil.
Vítor Carvalho Araújo, da Ordem dos Arquitetos, diz que por isso muitos regressaram a Portugal e muitos permanecem no Brasil, mas em condições muito precárias.
Vítor Carvalho Araújo garante que não é a qualidade da arquitetura em Portugal que causa algum impedimento à concretização efetiva do acordo assinado pelo CRUP e pela congénere brasileira.
As ordens profissionais dos dois países assinaram um documento em dezembro do ano passado para facilitar o reconhecimento, mas a concretização desse acordo esbarra na demora de avaliação dos processos e nas decisões ainda pendentes por parte das instituições de ensino.
Sobre esta questão a TSF solicitou um esclarecimento ao Ministro da Educação. O gabinete de Nuno Crato acaba de responder que através da Secretaria de Estado do Ensino Superior está a acompanhar este processo junto do Conselho de Reitores e do Conselho dos Instituto Politécnicos, como junto das entidades representantes do Estado Brasileiro em Portugal.