
Na Escola Básica 2,3 de Briteiros, a 12 quilómetros da sede do concelho de Guimarães, foi criada há um ano uma loja social onde se dá roupa e comida.
Todos os meses são preparados cabazes para alimentar 25 famílias, mas o número de pedidos está sempre a aumentar.
«Antes do Natal recebíamos em média um pedido por mês, agora têm estado a entrar dois pedidos novos por semana», contabiliza Joaquina Antunes, coordenadora da loja social.
É Beatriz Costa, coordenadora CISIB - Centro de Integração de Serviços para a Infância de Briteiros, quem recebe os alertas dos diretores de turma quando estes se apercebem de uma situação de risco. «Estes casos são detetados através de situações de desfalecimento, já aconteceu um aluno entrar em estado de choque ou fraqueza», relata a responsável.
Atenta ao agravamento das dificuldades, a escola reforçou as refeições. Os alunos com necessidade comprovada têm acesso a pequeno-almoço e aos lanches da manhã e da tarde.
O diretor da escola, Fernando Silva, faz notar que se não fosse este apoio que atenua o agravamento do quadro social, com o desemprego à cabeça, a situação seria bem mais grave. «Não existem casos dramáticos sem ajuda porque temos no terreno uma equipa que consegue detetar e agir concertadamente», refere.
Estas respostas fazem parte de um projeto mais vasto de apoio social que começou há uma década no seio da escola.