
Archicebus Achilles
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O esqueleto agora descoberto é o mais antigo deste género e bateu por mais de sete milhões de anos os esqueletos de primatas mais antigos conhecidos até agora.
Um esqueleto de um primata com 55 milhões de anos foi descoberto na China por uma equipa internacional de cientistas, o que poderá ajudar a perceber a ligação entre os primeiros primatas e os pequenos habitantes noturnos das árvores.
Este possível avô dos hominídeos viveu numa altura em que os primatas se começaram a diferenciar e numa altura em que havia palmeiras na atual Sibéria.
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O esqueleto agora descoberto é o mais antigo deste género e bateu por mais de sete milhões de anos os esqueletos de primatas mais antigos conhecidos até agora.
Com meia dúzia de centímetros, o esqueleto tem 20 a 30 gramas de peso, o que o faz mais pequeno que o lémure pigmeu de Madagáscar.
Designado como Archicebus Achilles, que significa "macaco de cauda longa original", os investigadores imaginam que este primata saltava de árvore em árvore à procura de insetos.
A referência ao deus grego Aquiles tem a ver com o facto de este primata, ao contrário dos pequenos primatas noctívagos, ter um calcanhar como os pequenos macacos sagui, ou seja, é híbrido.
Com olhos extremamente pequenos, os investigadores dizem ainda que este primata poderá ter tido hábitos diurnos, ao contrário de outros primatas com hábitos noturnos que tinham olhos muito desenvolvidos.