
Muitos de nós temos dificuldade em distinguir o lado direito do esquerdo. E se o problema se põe, por exemplo, numa mesa de operações?
Foi isso que três investigadores da Queen's University, em Belfast, estudaram. Até que ponto quem está na sala de operações consegue diferenciar bem um lado do outro, sobretudo em momentos de stress.
Daí que o estudo se chame precisamente: "Desculpem, queria dizer lado esquerdo do paciente: o impacto da distração na decisão esquerda-direita"("Sorry, I meant the patient's left side": impact of distraction on left-right discrimination).
Sabe-se que a decisão implica um processo neuropsicológico complexo, que integra diversas funções neurológicas (desde a visão à linguagem e à memória). Mas isso não é problema para a maioria. Para outros, no entanto...
O estudo mostra que bastou o ruído de fundo numa enfermaria para baralhar os estudantes de medicina, quando lhes era pedido que operassem determinadas funções para cada um dos lados. A distração foi maior nos alunos mais velhos e do sexo feminino.
O estudo envolveu 234 estudantes de medicina, que foram confrontados com os barulhos normais num ambiente clínico, o que se provou ser um real fator de distração.