
Por esta altura, há 50 anos, os Beatles surpreenderam os fãs mais acérrimos com uma verdadeira prenda de natal. Uma série de gravações foram enviadas de forma gratuita aos milhares de membros do clube de fãs dos Beatles.
Corria o ano de 1963, em plena ascenção dos quatro de Liverpool, quando a banda, em dificuldades para responder aos milhares de cartas, cartões de aniversário e cartões de natal, enviados pelos fãs, decidiu improvisar e encontrar uma forma criativade de dar resposta a todos.
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Com os Fab Four nas bocas do mundo e perante a dificuldade em responder ao enorme volume de correspondência enviado pelos fãs, Tony Barrow, pouco satisfeito com as falhas de comunicação convenceu os quatro Liverpool a juntarem-se em estúdio para gravações diferentes e mais arrojadas.
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Mensagens de Natal repletas de improviso e ditas de viva voz por Ringo Starr, George Harrisson, Paul Maccartney e John Lennon.
Gravações, em formato flexi disc de 7 polegadas, um tipo de vinil mais compacto, de menor qualidade e mais económico.
Condições para que a oferta pudesse, em plena época festiva chegar às casas e aquecer os corações de cada um dos milhares de membros do clube de fãs.
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Um presente, em jeito de agradecimento pela atenção dispensada, mas também pelo dinheiro ganho com as vendas de discos em todo o mundo.
Uma aventura que começava no Natal de 1963, mas que era apenas o início de uma série de viagens ao mundo das experiências do corta e cola, que viria a durar 6 anos até 1969.
Uma verdadeira coleção de momentos mais espirituosos dos quatro de liverpool, que antes da chegada da internet potenciou a proxmidade entre banda e público, revolucionando a forma de comunicar.
Ainda que por vezes, por entre a mensagem, surgissem também alguns ataques pessoais, em particular ao nariz de Ringo Starr.