
Incêndio em São Marcos
Global Imagens
O incêndio que lavra há mais de três horas numa sucata em São Marcos, Sintra, não põe em risco habitações, nem empresas da área limítrofe, estando circunscrito àquele ferro velho.
Elísio Oliveira disse à agência Lusa que o incêndio «não põe em risco nem habitações, nem empresas da área limítrofe ao incêndio» e que a «grande preocupação agora é a segurança dos combatentes», devido às várias explosões que continuam a acontecer pela grande quantidade de material combustível que existia no ferro velho.
O comandante operacional distrital de Lisboa disse que a evacuação da SP Televisão deveu-se ao «fumo intenso» e que o fogo não põe em risco a produtora, apesar de as chamas se encontrarem a cerca de apenas 30 metros das instalações dos estúdios de gravação.
Elísio Oliveira disse ainda que o IC19 está cortado nos dois sentidos, para «protecção dos automobilistas» devido à falta de visibilidade causada pela «nuvem de fumo».
O responsável da Protecção Civil descreveu que o «fogo atingiu as instalações de apoio da sucata, a oficina e o armazém de peças» e que os trabalhos da sua extinção vão ser «muito demorados» devido à existência de «muito material combustível, como pneus e sucata», e pela própria organização do espaço, que «pelos carros empilhados custa a combater».
No local está também o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara (PSD), que apesar de remeter os esclarecimentos para a Protecção Civil, disse que «não está preocupado» porque o fogo «está circunscrito ao ferro velho».
De acordo com a página oficial da Proteção Civil, 191 bombeiros, auxiliados por 67 veículos, combatiam o incêndio pelas 20:00. Elísio Oliveira enumerou que além destes operacionais, provenientes de mais de 25 corporações, no local estão meios municipais de polícia e proteção civil, a PSP, da PJ e representantes da concessionária do IC19, a Ascendi.
Entretanto, em declarações à TSF, o comandante Elísio Oliveira, disse que o trabalho dos bombeiros vai prolongar-se durante toda a noite, visto que «face às características deste incêndio», é preciso um «grande esforço para garantir que não teremos reactivações e, consequentemente, problemas mais sérios».