O clima de insegurança voltou a sentir-se ao final da manhã, desta terça-feira, quando um grupo de utentes partiu as divisórias que separam o balcão de atendimento da Segurança Social.
O relato foi feito à TSF pela sindicalista Maria do Céu Monteiro que explicou que à exposição, que é muito grande e à falta de condições, junta-se mais gente do que é normal desde que começaram a ser enviados os pedidos de reembolso de verbas do Rendimento Social de Inserção (RSI) e outros subsídios.
«Desde que as notificações começaram a sair o volume de utentes tem sido anormal, hoje os ânimos exaltaram-se ao ponto de serem partidas divisórias de vidro ao pontapé, mas condições também não são as melhores. O local onde a Segurança Social está é um corredor de passagem a outros serviços», revelou.
Assim, acrescentou Maria do Céu Monteiro, «os trabalhadores estão mais expostos a qualquer tipo de agressão. Hoje foram as divisórias de vidro, amanhã podem ser as cabeças dos trabalhadores».
O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte tem tido relatos de várias ameaças aos funcionários da Segurança Social que trabalham na Loja do Cidadão da Avenida Fernão Magalhães.