
REUTERS/Stefan Wermuth
Com segurança reforçada decorreram em Londres as cerimónias fúnebres de Margaret Thatcher. O caixão coberto pela bandeira britânica foi escoltado por 700 militares.
Atualizada ao 12:14
Escoltado por militares de todas as Forças Armadas e com honras também dos guardas da rainha, com toda a pompa e honras militares, o cortejo fúnebre de Margareth Thatcher percorreu as ruas de Londres.
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O caixão, coberto pela bandeira britânica foi escoltado por 700 militares, com segurança reforçada na cidade, um reforço que já estava previsto pela polícia britânica, mas que se intensificou depois dos atentados de Boston.
O funeral da antiga líder conservadora foi acompanhado de perto por mais de 4.000 polícias destacados.
Foram prestadas honras militares na capela de São Clemente, a capela da força aérea britânica, numa cerimónia que contou apenas com a presença de militares, muitos deles que estiveram envolvidos na guerra das Malvinas.
O cortejo saiu depois desta capela do patrono da força aérea britânica rumo à capela de São Paulo, nesta última homenagem a Thatcher.
Cerca de 2000 convidados, incluindo a rainha Isabel II, estiveram no funeral da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, realizado hoje na catedral de São Paulo, Londres, evento marcado igualmente por protestos.
Thatcher, reconhecida mundialmente como a "Dama de Ferro", morreu no passado dia 08 de abril, aos 87 anos, na sequência de um acidente vascular cerebral.
O funeral de Margaret Thatcher, que esteve no poder entre 1979 a 1990, teve honras militares, a segunda mais alta honra, a seguir ao funeral de Estado.
Militares dos três ramos das Forças Armadas britânicas acompanharam o cortejo fúnebre entre o Palácio de Westminster e a Catedral de São Paulo.
A rainha Isabel II e o seu marido Filipe, todos os elementos do atual governo britânico, antigos primeiros-ministros do Reino Unido, vários dignitários internacionais e diversas celebridades fizeram parte da lista de convidados das cerimónias.
Apesar de Londres ter endereçado convites a todos os presidentes norte-americanos vivos, a delegação norte-americana será liderada por dois ex-secretários de Estado: George Shultz, que liderou a diplomacia norte-americana entre 1982 e 1989, e James Baker (1989/1993).
O ex-vice-Presidente dos EUA Dick Cheney e do ex-secretário de Estado Henry Kissinger (administrações de Richard Nixon e de Gerald Ford) também estiveram presentes.
A União Europeia esteve representada pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
O Governo português incumbiu Miguel Morais Leitão, secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus, para representar o país.
Ao nível de líderes políticos internacionais, a lista de convidados confirmados integram, entre outros, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o chefe do Governo demissionário italiano Mario Monti.
De notar a ausência da chanceler alemã Angela Merkel, mas também de outras figuras de revelo, como o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, o antigo chanceler alemão Helmut Kohl ou Nancy Reagan, a viúva do antigo Presidente dos EUA Ronald Reagan.
Uma das personalidades que ficou de fora da lista de convidados é a Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, revelando as tensões entre Buenos Aires e Londres a propósito das ilhas Falkland (Malvinas). A embaixadora argentina na capital britânica declinou o seu convite pessoal.
Ao lado do executivo britânico, liderado por David Cameron, estiveram os ex-primeiros-ministros John Major, Gordon Brown e Tony Blair.
Entre as celebridades, destaque para a atriz Joan Collins, a cantora Shirley Bassey e o compositor Lord Andrew Lloyd Webber.
As honras atribuídas a Margaret Thatcher, figura controversa, geraram uma onda de contestação e estão previstas ações de protesto em Londres, mas também em outras cidades, como Liverpool, Glasgow ou Durham.
Várias centenas de pessoas já manifestaram a sua intenção de participar numa festa de despedida ao pé da Catedral de São Paulo. Uma das formas de protesto será virar costas quando o caixão passar, mas a polícia britânica está a preparar-se para outras ações, como o lançamento de ovos, leite ou de carvão.
Uma das principais críticas são os custos da cerimónia que rondam os 10 milhões de libras (cerca de 11,6 milhões de euros).
Entre os momentos mais simbólicos está o silêncio do emblemático relógio Big Ben durante as cerimónias fúnebres, medida que só foi tomada durante o funeral, em 1965, do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill.
A ex-primeira-ministra britânica será depois cremada numa cerimónia privada.