
Mamute
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A história da primeira obtenção do genoma de um animal extinto começou com a descoberta de um mamute congelado na Sibéria e terminou, esta quarta-feira, com a publicação do ADN nuclear do mamute lanudo, que desapareceu do planeta há mais de 3500 anos.
Pesquisadores americanos sequenciaram pela primeira vez o genoma nuclear de uma espécie extinta, o mamute lanudo, segundo um estudo publicado, esta quarta-feira, na revista científica britânica Nature.
Até ao momento, as sequências genéticas reconstruídas de animais extintos eram diminutas e centravam-se no ADN mitocondrial, porque o material genético nuclear estava danificado.
No entanto, a partir de mostras de ADN extraídas do pêlo de vários espécies de mamutes, cientistas da Pensilvânia State University, nos Estados Unidos, conseguiram decifrar de uma forma completa entre 70 e 80 por cento do genoma do mamute.
A equipa de pesquisa, liderada pelo investigador Stephan Schuster, concluiu que esses animais pré-históricos compartilham genes com os elefantes, sendo que a taxa de divergência estimada entre o ADN do mamute e do elefante africano é a metade do existente entre o Homem e o chimpanzé.
Schuster espera agora que a pesquisa ajude a esclarecer as causas da extinção de alguns animais e sirva para proteger outras espécies em vias de extinção.
Além disso, decifrar este genoma pode, em teoria, abrir a porta à possibilidade de resgatar esta espécie da extinção.