
Os implantes mamários suspeitos de estarem na origem de vários casos de cancro em França eram feitos com aditivos para combustíveis. A relação é feita pela RTL.
No final de Dezembro, a Agência Francesa de Segurança Sanitária detectou 20 casos de cancro em mulheres que utilizam estas próteses e recomendou a todas as que colocaram os implantes da marca PIP que os retirem.
As autoridades de Paris anunciaram que na composição das próteses estava um gel utilizado na indústria alimentar e também em produtos informáticos. Hoje, a RTL revela de que é feito este gel.
A investigação da rádio francesa denuncia uma mistura de produtos químicos, entre eles, um aditivo para combustíveis utilizado na indústria da borracha, um químico que nunca foi testado para se perceber até que ponto é perigoso para a saúde e de que apenas o fundador da PIP tinha conhecimento.
No final da década passada alguns quadros da empresa descobriram a mistura, recusaram assinar os documentos necessários à distruibuição dos implantes e exigiram a demissão de Jean-Claude.
No entanto, o homem forte da PIP, acusado de manipulação e obsessão pelo dinheiro, respondeu apenas que as próteses que produzia eram as melhores do mundo.
Um comportamento que para o toxicologista André Piquot, ouvido pela RTL, pode configurar um crime.
Até abrir falência, em 2010, a PIP fabricava 100 mil próteses por ano, a maior parte, mais de 80 por cento, destinava-se à exportação.
As autoridades estimam que, em todo o mundo, perto de meio milhão de mulheres tenham recebido estes implantes.
A maior parte dos implantes PIP, fabricados em França, era exportada em Portugal e estima-se que mais de mil mulheres tenham estas próteses.
A direcção-geral de Saúde já pediu que procurem um médico para que possam ser vigiadas.