
Foi um ano com menos abandono escolar, mais alunos no ensino superior e mais doutoramentos. Mais divórcios, casamentos mais tardios e em menor número são outros dados divulgados pelo INE.
Desde 2004 o número de doutorados disparou 134% e o número de alunos matrículados no ensino superior cresceu 2,1%, segundo dados que constam dos indicadores sociais relativos a 2010, divulgados pelo INE.
Relativamente à educação, os dados do INE revelam ainda que em 2010 o abandono precoce situou-se nos 28,7%, o que significa uma redução de 2,5 pontos percentuais relativamente ao verificado em 2009.
No que se refere à saúde, os indicadores sociais do INE mostram que em 2010 aumentou o número de médicos e o número de enfermeiros inscritos nas respectivas ordens. No ano passado havia, por cada 100 mil habitantes, 389 médicos e 587 enfermeiros.
No capítulo do emprego os números do INE mostram que há menos portugueses com emprego, mais contratos a prazo e menos horas de trabalho. Perto de 57% da população empregada trabalhou entre 36 a 40 horas semanais e apenas 16,5% durante um período superior. O número de trabalhadores com contrato sem termo diminuiu 1, 5% enquanto o número de contratados a prazo subiu 6, 4%. Quanto à taxa de desemprego, atingiu os 10,8% em 2010.
Em relação às condições de vida das famílias, os dados mais recentes respeitam a 2009 e revelam uma tendência de redução das desigualdades na distribuição de rendimentos.
O rendimento dos 10% da população com maiores recursos correspondia na altura a 9 vezes o rendimento dos 10% da população mais pobre. Um ano antes, em 2008, os mais ricos tinham um rendimento 10 vezes superior. Ainda assim a taxa de risco de pobreza manteve-se em 2009 nos 17,9% não aumentando devido ao contributo das prestações sociais relacionadas com doença, família, desemprego e inclusão social.
Mais divórcios, casamentos mais tardios e em menor número são outros dados revelados pelos indicadores sociais divulgados pelo INE. Em 2010 houve 39 993 casamentos e 27 556 divórcios. Os casamentos, na maioria civis, caíram 19, 2% em relação a 2009 e a taxa de divórcios foi de 2, 6% por mil habitantes. Quanto à idade média de casamento, foi de 34 anos no caso dos homens e 31 anos e meio para as mulheres.
Ainda segundo os dados do INE, a taxa de mortalidade infantil atingiu o valor mais baixo de que há registo. O número de nados vivos aumentou ligeiramente e a esperança de vida à nascença também.