Jovem escapa por um triz a aneurisma provocado pelo consumo de ecstasy

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Os médicos não têm dúvidas. Foi uma sorte. Um jovem estudante universitário sobreviveu a uma ruptura de aneurisma, numa artéria perto da espinal medula, causado pelo consumo de ecstasy.
É um caso inédito. A classificação é da equipa médica que acompanhou o processo, no Jackson Memorial Hospital, em Miami. Um aluno universitário norte-americano acordou um dia com dores severas nas costas e no pescoço. Na noite anterior esteve numa festa, onde consumiu ecstasy.
O jovem estudante escondeu os sintomas durante vários dias. Só quando começou a sentir uma rigidez na nuca, uma forte dor de cabeça e enjoos contou aos pais. Foi hospitalizado de urgência e, uma semana depois, admitiu o consumo de ecstasy.
A descrição consta no "Journal of Surgery Neurointerventional".
A equipa de clínicos fala no primeiro caso de um aneurisma na coluna vertebral associado ao consumo de drogas. Até agora só havia relatos deste tipo de caso na literatura médica.
No início, os médicos pensaram que o adolescente tinha uma vasculite cerebral, um inchaço numa artéria do cérebro. Só depois os neurologistas detetaram um aneurisma numa artéria da medula espinhal. Mas não foi fácil.
O médico Dileep Yavagal, em entrevista ao site LiveScience explicou que « teria sido fácil perder o rasto deste caso, porque a mancha de sangue era muito pequena. As artérias nesta zona do corpo têm cerca de um milímetro de diâmetro».
O jovem universitário está livre de perigo e recuperou uma vida saudável sem complicações a longo prazo decorrentes do consumo de ecstasy.
O debate sobre os efeitos desta droga foi relançado. Dileep Yavagal sublinha que «são bastante graves. A pressão arterial pode subir muito e a inflamação pode ser muito rápida». «A evidência sugere que a droga pode não ter sido a causa do aneurisma, mas acredita que o adolescente tinha uma predisposição. Tomar ecstasy transformou-a num problema real».
Neste caso, o aneurisma sangrou nas membranas que rodeiam a espinal medula, se tivesse sido na medula, o doente podia ter ficado paraplégico ou tetraplégico. Yavagal conclui que «a mensagem aqui é que o ecstasy, e outras drogas da mesma família, pode causar consequências muito graves e mudar uma vida».