Em Inglaterra, foi na quinta-feira apresentado um plano para incluir livros de auto-ajuda no tratamento aconselhado a quem apresenta sintomas de doença mental ligeira ou moderada.
Títulos como o "Manual do Bem Estar", "Como deixar de se preocupar?" e "Ultrapassar a Raiva e a Irritabilidade" fazem parte da lista de 30 livros de auto-ajuda que vão estar disponíveis nas bibliotecas de Inglaterra.
A lista prescrita por um grupo de médicos de família foi feita a pensar em quem enfrenta problemas de depressão, ansiedade, ataques de pânico, fobias, stress e até mesmo pequenas preocupações.
O plano prevê ainda livros que vão também ao encontro de quem tenha por exemplo problemas de relacionamento, dor crónica ou fadiga.
Em delcarações ao The Guardian a diretora do Instituto de Literatura britânico Miranda McKearney aponta o projecto como sendo de extrema importância tendo em conta que em Inglaterra há cerca de 6 milhões de pessoas que sofrem de depressão e ansiedade e apenas dois terços estão a receber tratamento.
O pai da ideia o psicólogo Niel Frud explica que juntar o conhecimento da medicina aos livros de auto-ajuda pode trazer bons resultados e evitar que a depressão possa acabar em tragédia.
Frude lembra que este tipo de literatura se encontra facilmente na Internet mas sublinha que é fundamental saber escolher: é que há bons e maus livros. Há até livros que poderão ter o efeito contrário. O plano de levar às bibliotecas locais ajuda através dos livros deve ser alargado já no próximo ano com literatura para crianças e jovens.
Segundo o The Guardian este plano já está em andamento na Escócia, Dinamarca e Nova Zelândia. O psiquiatra Carlos Braz Carvalho considera que os livros de auto-ajuda não devem ser excluídos no apoio a algumas perturbações, mas recomenda cautelas.
De acordo com a experiância deste especialista, em Portugal os livros de auto-ajuda ainda não são dos mais procurados como forma de alívio de quem sofre de problemas psicológicos, o escape mais escolhido é a literatura cor de rosa.