Foram muitos os protestos de duas centenas de trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Loures contra esta privatização que ia ser votada na assembleia municipal de Odivelas.
Cerca de 200 trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Loures manifestaram-se junto à câmara de Odivelas no dia em que a assembleia municipal se preparava para votar a privatização dos serviços de abastecimento de água.
Em declarações à TSF, uma deputada municipal da CDU negou a versão do repórter da agência Lusa de que alguns trabalhadores tenham tentado forçar a entrada na assembleia municipal por estarem contra esta privatização.
Ao contrário, explicou Fátima Amaral, também delegada sindical, a muita polícia que se encontrava junto à autarquia apenas deixou entrar 30 pessoas, sendo a maioria acabou por ficar na rua a protestar contra esta privatização.
Esta deputada classificou este processo como «inaceitável do ponto de vista da lei», tendo os trabalhadores ficado a tentar entrar dentro da assembleia municipal, sendo que muito acabaram por ficar no «pátio interior, mas não na sala».
Ainda segundo Fátima Amaral, a polícia, muita dela à paisana, «cumpre o seu papel, mas neste caso, a situação era de ilegalidade».
Também ouvida pela TSF, uma trabalhadora explicou que os funcionários dos serviços municipalizados presentes no local se chegaram a dirigir a uma janela para protestar e a reclamar a entrada nesta assembleia municipal.
«Quando olhámos para trás já tínhamos uma carrinha cheia de polícias. Ninguém molestou ninguém. Eles fizeram um cordão para não irmos para a estrada», acrescentou Paula Sardinha.
A assembleia municipal acabou por ser cancelada, prosseguindo os trabalhos nos próximos dias num espaço de maiores dimensões que possa receber todos os trabalhadores dos Serviços Municipalizados.