
Santa Casa da Misericórdia do Porto
Global Imagens/Pedro Correia
A cooperação entre estas misericórdias, inédita em 500 anos das instituições, foi justificada com o agravar da crise e com o facto de o diálogo ajudar a uma melhor gestão dos recursos.
As Misericórdias de Lisboa e Porto assinaram, esta sexta-feira, um acordo para cooperação em projetos de apoio social, uma iniciativa inédita que tem a ver com o agravar da crise.
Apesar de terem nascido com apenas um ano de diferença, só mais de 500 anos depois da sua fundação é que estas instituições passaram a ter relações institucionais.
«As circunstâncias em que o país vive e os desafios que todos nós temos pela frente obrigam-nos inevitavelmente a dar as mãos», reconheceu António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto.
Para este provedor, «se conseguirmos dialogar e trocar ideias e pontos de vista provavelmente conseguimos dar melhores respostas às populações e às pessoas carenciadas e, ao mesmo tempo, gerir melhor os recursos que temos».
Por seu lado, Pedro Santana Lopes, provedor em Lisboa, disse que tem como objetivo desenvolver a cooperação entre todas as Misericórdias do país, muito embora, não consiga com todas ao mesmo tempo.
«É um tempo novo. Mas há um terreno a desbravar, porque temos uma natureza jurídica mais ligada ao Estado e as outras misericórdias não. Mas temos desafios comuns», reconheceu o ex-primeiro-ministro.
De acordo com Santana Lopes, esta cooperação pode acontecer, por exemplo, no apoio a idosos e em hospitais, se bem que essa só vá acontecer na parte do investimento, mas não na gestão e exploração.
«Podemos é deslocar algumas pessoas que estão ao nosso cuidado para essas unidades e ficarmos com algumas camas e alguns lugares nessas novas unidades e com isso viabilizamo-las, porque estão fechadas à espera de financiamento», explicou.