
Paco de Lucía
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O guitarrista de flamenco Paco de Lucía morreu hoje, aos 66 anos. Era considerado um dos maiores guitarristas da história e uma figura titânica no mundo do flamenco e da guitarra.
É assim que Paco de Lucía aparece descrito nos manuais que elogiam a cor, a inovação, a harmonia que trouxe ao flamenco, ao misturar outros géneros como o jazz e a música clássica.
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O mais novo de cinco irmãos, e numa família ligada ao flamenco, Paco começou a tocar aos 7 anos, e aos 8 vivia para a guitarra, praticando 14 horas por dia.
Ao lado de um dos irmãos, tocou pela primeira vez em público na Rádio Algeciras, cidade onde nasceu e, seguindo a tradição local, adotou o nome artístico Paco de Lucía, em homenagem à mãe Luzia, que era portuguesa.
Durante mais de 40 anos, gravou dez álbuns, mas fez também bandas sonoras, por exemplo, dos filmes «Carmen e Sevillanas», de Carlos Saura, «Vicky Cristina Barcelona», de Woody Allen, ou «Kill Bill», de Quentin Tarantino.
O último trabalho é de 2004, «Cositas Buenas», que o trouxe a Portugal. Paco de Lucía foi galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias 2004.
Estava agora em Cancún, no México, onde foi traído pelo coração, mas para sempre fica a paixão, a técnica, a força e fluidez dos dedos mágicos que o fizeram um mestre da guitarra.
Fontes da autarquia de Algeciras, na região espanhola de Cádiz, a sua cidade natal, explicaram que o guitarrista morreu vítima de um ataque cardíaco tendo chegado já sem vida a um hospital da cidade.
Um amigo, Victoriano Mera, explicou que De Lúcia estava a brincar com os filhos numa praia de Cancún, cidade onde tinha uma casa, quando se começou a sentir indisposto.
José Ignacio Landaluce, alcaide de Algeciras, declarou já que a morte de Paco de Lucía é «uma perda irreparável para o mundo da cultura e para a Andaluzia». A autarquia deverá decretar o luto oficial.