
Os limites da mente humana... e como o cérebro nos condiciona mais do que pensamos. É este o caminho de uma ciência recente que une a neurologia, a ética e a filosofia. Dá pelo nome de neurociência.
A Neuroética tenta acompanhar a evolução dos estudos ligados à mente, e a ética à volta das intervenções cirúrgicas no cérebro humano.
Esta nova ciência quer perceber se o nosso comportamento é apenas aquilo que o cérebro determina ou se há mais para além disso.
Na Fundação Calouste Gulbenkian, durante dois dias, neurocientistas portugueses e estrangeiros estão a discutir estes temas numa Conferência Internacional organizada pela Universidade Católica do Porto.
Uma das perguntas a que a neuroética tenta responder é se Somos apenas uma soma das interações neurais que existem no nosso cérebro ou muito mais do que isso?
António Jácomo, investigador do Instituto de Bioética da Universidade Católica do Porto, salienta que podemos aperceber-nos que a liberdade humana pode estar muito condicionada por diferentes estímulos do nosso cérebro. Ele, tal como todos os cientistas nesta área, tenta perceber qual o impacto dos avanços da ciência ao nível do cérebro em questões do comportamento humano, como a liberdade ou a vontade.
Os cientistas ligados à neuroética, uma ciência nova que envolve a neurociência, a ética e a filosofia, acreditam no entanto que a identidade humana não é apenas o resultado das ligações cerebrais. E que as emoções, as vivências, são parte integrante e fundamental do ser humano.