
No norte do país, um terço das crianças com idades entre 1 a 3 anos tem excesso de peso ou é classificada como obesa. Muitas têm maus hábitos alimentares.
Carla Rêgo, uma das responsáveis pelo Estudo do Padrão de Alimentação e Crescimento Infantil, sublinha que dos 6 meses para a faixa etária entre 1 e 3 anos duplica o número de crianças com excesso de peso, de 14,6% para 32,7%.
A pediatra sublinha que estes são anos essenciais para a saúde das crianças e dos futuros adultos.
«Quanto mais rápido é o aumento de peso que nestas idades está fortemente associado ao aumento de massa gorda maior o risco futuro de se desenvolver hipertensão, diabetes ou de manter a obedidade na idade adulta», explica.
O estudo revelou várias informações positivas sobre o peso e alimentação dos bebés, mas outros preocupantes.
«O problema começa a partir dos 12 meses quando a criança é introduzida na dieta da família, a criança passa a comer aquilo que a família normalmente usa para se alimentar, aqui é que começa o desiquilíbrio da parte emocional, o início do consumo de refrigerantes começa aos 12 meses de idade», explica.
Estes são os primeiros resultados do Estudo do Padrão de Alimentação e Crescimento Infantil que será hoje apresentado na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa.
Este estudo da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica é nacional mas hoje vão ser só apresentados os resultados do norte do país.