
Foi hoje apresentado o Plano Nacional do Cinema. Nesta fase experimental, 23 escolas e cerca de três mil alunos vão ver cinema uma vez por semana. Metade dos filmes são portugueses. E o programa vive do voluntariado dos professores.
Para já são 23 as escolas do ensino básico e secundário, de todos os distritos, que vão adotar no atual ano letivo o novo Plano Nacional de Cinema (PNC), que pretende formar novos públicos e «divulgar obras cinematográficas de importância histórica».
Entre os filmes sugeridos constam "Aniki Bóbó", de Manoel de Oliveira, "O garoto de Charlot", de Charlie Chaplin, "Serenata à Chuva", de Stanley Donen, e "Eduardo mãos de tesoura", de Tim Burton.
O secretário de Estado da Cultura elogiou o facto da lista de filmes incluir 50 por cento de obras portuguesas, sem que tenha havido imposição de quotas, e que as escolhas obedeceram a critérios relacionados com diversidade de temas e géneros.
O objetivo do PNC é que «possamos ter adolescentes que daqui a alguns anos saiam das escolas a saber que o cinema não começou com Tarantino, não começou com os filmes de há dois ou três anos. Tem uma história, tem património comum», disse Francisco José Viegas.
O Plano, criado pela Secretaria de Estado da Cultura e pelo Ministério da Educação e Ciência, será semelhante a um programa que já existe desde 1998 no Algarve, intitulado "Juventude Cinema Escola".
A secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite, referiu que não haverá gastos adicionais por parte das escolas com a integração do PNC e que serão os professores já existentes a integrarem a componente de cinema nos seus currículos.