
Michelle Ronchon, 8 anos, com a carta de Kennedy
ABC News/DR
Michelle escreveu ao presidente Kennedy, preocupada com o possível bombardeamento do Polo Norte. Kennedy respondeu que tinha falado com ele...
Michelle tinha oito anos. E como qualquer criança de oito anos acreditava genuinamente no Pai Natal.
Mas nessa noite, à mesa, a hora do jantar, ouviu os pais falaram de um possível bombardeamento dos russos ao Polo Norte, em exercícios de testes nucleares.
Michele entrou em pânico. Veio-lhe à memória o Pai Natal. E perguntou aos pais: «E se houver bombas no Polo Norte, o que vai acontecer ao Pai Natal?».
Os pais não conseguiram responder-lhe.
E Michelle foi para o quarto com a decisão tomada: ia escrever ao Presidente Kennedy.
«Querido Senhor Kennedy, por favor pare os russos. Não os deixe bombardear o Polo Norte por causa do Pai Natal». Só isto, uma linha.
E depois assinava. «Muito agradecida, Michelle. Oito anos. Estudo na Escola de Santa Cruz, no Michigan».
A carta de Michelle a John Kennedy não teve resposta imediata. Mas a Casa Branca fez questão de divulgar a notícia e a fotografia do Presidente a ler a carta.
Semanas mais tarde lá estava uma carta com selo de Washington na caixa do correio da casa da criança.
O Presidente, afinal respondera: «Querida Michelle. Fiquei muito feliz por receber a tua carta com as tuas preocupações com o Pai Natal. Eu também estou preocupado», confessava-se Kennedy.
O conteúdo da carta, datada de 1961, foi divulgado na íntegra.
Kennedy dizia à criança que estava preocupado não apenas com o Pai Natal, mas com todas as pessoas do mundo.E não apenas com o Polo Norte, mas com todos os países do mundo.
Mas o Presidente sossegou a pequena Michelle: «Não te preocupes com o Pai Natal. Falei com ele ontem»*, garantiu Kennedy. «E está tudo bem. Prometeu-me que vai chegar logo à noite a tempo do Natal».