
Trabalho infantil
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A OIT considerou que os progresso na luta contra o trabalho infantil são «insuficientes e demasiados lentos» e que 215 milhões de crianças continuam presos a este flagelo.
A Organização Internacional do Trabalho pediu a marcação de um «golo» no sentido da erradicação do trabalho infantil, lema adoptado a propósito da coincidência do Dia Mundial da Luta Contra o Trabalho Infantil com o Mundial de Futebol, que se comemora este sábado.
Num ano em que várias personalidades do mundo do futebol vão dar o seu apoio a esta causa, a OIT assinalou que os progressos na luta contra esta flagelo que atinge milhões de crianças foram «insuficientes e demasiado lentos».
Esta organização que pretende eliminar as piores formas de trabalho infantil até 2016, explicou que a principal para este flagelo é a pobreza e que a acção dos governos é fundamental nas áreas dos programas de ajuda a famílias e crianças, trabalho digno para adultos e educação de qualidade.
«Em demasiados países, a educação tem falta de meios. Pura e simplesmente não há professores e escolas suficientes», acrescenta a OIT, que pretende uma «maior prioridade» para a educação na tomada de decisões orçamentais.
Entre os progressos a nível mundial, mesmo com a actual crise, a organização assinala que existiu um declínio do trabalho infantil entre meninas e as crianças envolvidas em trabalhos perigosos.
Apesar disto, o director-geral da OIT admitiu que «no cômputo geral, existem indicadores de um processo desigual: os resulatdos não são suficientemente rápidos ou abrangentes para atingirmos os objectivos a que nos propusemos».
Juan Somavia lamentou ainda a estagnação dos progressos na África subsariana e frisou que «aproximadamente 215 milhões de crianças em todo o mundo continuam presas ao trabalho infantil».