
Reuters
A polícia moçambicana desmantelou uma rede de tráfico de marfim responsável pela morte de pelo menos 39 elefantes. A Wildlife Conservation Society vê nessa operação um grande golpe simbólico para o fim do comércio de marfim na região.
Seis suspeitos, moçambicanos e tanzânianos, foram presos na Reserva do Niassa. A operação decorreu durante o fim de semana. A juntar aos detidos, doze presas foram apreendidos, no valor estimado de 115 mil euros.
Estas detenções foram possíveis graças «ao fortalecimento do trabalho de segurança» congratulou-se com Cristian Samper, presidente da Wildlife Conservation Society (WCS), uma ONG com sede nos Estados Unidos.
De acordo com o censo de 2011, o parque foi o lar de 12 mil elefantes, mas a WCS estima que os caçadores furtivos mataram cerca de mil no ano passado e 500 já neste ano.
No total, entre 67 mil e 100 mil elefantes foram mortos na África nos últimos três anos, de acordo com várias fontes. No início do século XX, havia 20 milhões de elefantes em toda a África. O número caiu para 1,2 milhões em 1980 e agora está em cerca de 500 mil.
Moçambique é considerado uma Meca para a caça ilegal de elefantes, algumas ONGs temem a sua extinção em oito a dez anos. O país é também considerado uma plataforma para o trânsito de marfim e chifre de rinoceronte.