Em 2010, foram registadas 86 vítimas de tráfico de seres humanos, um número que coloca Portugal entre os países da Europa com menos casos.
Os números do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, conhecido esta terça-feira, mostra que há vitimas nacionais, embora sejam mais as estrangeiras.
São mulheres, solteiras, na casa dos 20, sobretudo brasileiras e romenas. É este o retrato mais comum da vitima de tráfico de seres humanos em Portugal, mas há também homens e vítimas nacionais.
Ao todo, o Observatório registou no ano passado, 86 vítimas, 58 mulheres e 27 homens. Este número faz subir para 448 os registos assinalados desde 2008.
Portugal é dos países da Europa com menos vítimas de tráfico de seres humanos e os dados não têm sofrido grandes mudanças.
Apenas quanto às vitimas nacionais, houve uma alteração de 2009 para 2010. Enquanto em 2009 eram sobretudo mulheres para exploração sexual, no ano passado, foram mais homens e para exploração no trabalho.
Entre os casos confirmados, há mesmo um homem, português, de 54 anos, que foi traficado para Espanha, para exploração laboral.
No outro extremo, no que toca a idades, foi sinalizada uma menina de 5 anos. Aliás, ao todo, há 7 menores sinalizadas, todas meninas, para exploração sexual ou laboral.
A forma mais comum de atrair estas vitimas foi a promessa de trabalho e as regiões Norte e centro do país são as que registam mais casos, com destaque para os distritos da Guarda e Castelo Branco.
A chefe de equipa do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, Joana Daniel Wrabetz , lembra que Portugal está entre os países com menos casos.
No entanto, a responsável garante que Portugal é um país de origem, de trânsito e do tráfico de pessoas.