
A PSP de Lisboa pediu à Câmara Municipal para retirar ou cobrir as pedras soltas das obras na Marquês de Pombal para «evitar problemas» no sábado, dia da manifestação.
Fonte da PSP afirmou à agência Lusa que foi pedido à autarquia para serem «retirados os objetos soltos das obras ou que os cobrissem de forma a evitar problemas» durante a manifestação promovida pelo movimento "Que se lixe a Troika".
A câmara de Lisboa indicou também que as pedras soltas que não forem hoje utilizadas nas obras das rotundas vão ser retiradas do local.
A mesma fonte da autarquia referiu que os trabalhadores dessas obras vão arrumar as pedras soltas, em vez de as deixarem amontoadas no local, como tem acontecido.
A manifestação de 02 de março está a ser promovida pelo movimento "Que se lixe a Troika" e os seus organizadores pretendem pedir o fim da austeridade e do empobrecimento do país, em mais de 40 cidades do país e no estrangeiro.
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou na quinta-feira confiar que a manifestação agendada para sábado decorra de forma «ordeira e responsável».
«A manifestação é um exercício de liberdade do cidadão. Será mais uma em que os cidadãos se manifestam de forma ordeira e responsável», disse o governante ao Jornal das 8 da TVI.
Miguel Macedo acrescentou ainda que confia no papel das forças policiais: «A polícia e as forças de segurança vão cumprir a sua função».
Uma «manifestação gigante» que demonstre a desilusão e a revolta da sociedade portuguesa, segundo os seus promotores.
«Vai ser uma manifestação gigante. Se vai ser maior ou não do que a de 15 de setembro, não importa. O importante é sentir o pulso da sociedade, que é uma sociedade profundamente revoltada, desiludida e zangada com o rumo que tudo está a levar», disse à agência Lusa uma das subscritoras do apelo, a jornalista Myriam Zaluar.
O movimento "Que se lixe a troika", que organizou uma das maiores manifestações realizadas em Portugal, a 15 de setembro do ano passado, prevê para sábado vários e enormes protestos pelo país.
Vários movimentos, como a Plataforma 15 de outubro, já anunciaram que se vão juntar à manifestação de sábado, bem como a central sindical CGTP.
Em Lisboa, está também previsto que três "marés", da Educação, Saúde e Reformados, se juntem à manifestação que vai sair do Marquês de Pombal em direção ao Terreiro do Paço.