Um quadro de Cézanne foi vendido por mais de 191 milhões de euros, mas o comprador, a família real do Qatar, deixa perceber que poderia até pagar mais pela obra, que considera ser a maior jóia da pintura.
Tanto resistiu, tanto resistiu que antes de morrer acabou por vender. George Embiricos tinha uma estima especial pela pintura de Paul Cézanne, rejeitou todas as ofertas e nem sequer a emprestava a exposições.
Só em 2011, e a sentir que se aproximava da morte, e depois de longas negociações, aceitou vender o quadro.
Bateu logo o recorde: quase 1921 milhões de euros, pagos pelo príncipe do Qatar que ultrapassou o anterior recorde, estabelecido com a venda de um quadro de Picasso que atingiu os 81 milhões de euros.
Os pormenores possíveis, da venda do quadro de Cézanne, foram revelados pela revista norte-americana Vanity Fair, citando galeristas e colecionadores que se encontram no Qatar.
A pintura a óleo de 1895, retratando dois jogadores de cartas, sentados frente a frente, pertence a uma série que Paul Cézanne criou de cinco quadros. Dois deles estão nos Estados Unidos, um em França e o outro em Londres.
Só a pintura, os jogadores de cartas, é que pertencia a uma coleção particular que significa, acrescenta a jornalista autora da notícia, uma espécie de lenda, a obra menos vista e, no entanto, a mais cobiçada.
Os príncipes do Qatar têm comprado obras de arte e preparam-se para inaugurar o Museu Nacional que vai receber a obra de Cèzanne.
A obra foi vendida no ano passado, mas só esta segunda-feira o negócio foi conhecido.
[Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico]