Rodrigo Leão regressa ao primeiro disco em nome próprio, «Ave Mundi Luminar», num duplo CD que é editado segunda-feira, com três inéditos e novos arranjos de algumas canções.
«A ideia surgiu dos dois próximos concertos nos coliseus [05 de Novembro em Lisboa, e no dia 13 no Porto], de que seria interessante recuperar este álbum, mas depois pensou-se mesmo editá-lo, pois muito do meu público hoje não o conhece», disse o músico à agência Lusa.
Rodrigo Leão optou por reeditar o álbum «Ave Mundi Luminar» tal como foi publicado em 1993.
O músico reconheceu que «o sonho na altura era gravar com uma orquestra, e seria possível hoje, mas optou-se por deixá-lo assim, tal qual ele saiu».
A edição integra num CD o álbum «Ave Mundi Luminar», com Rodrigo Leão & Vox Ensemble, e que inclui, entre outras, as participações do músico Francisco Ribeiro, recentemente falecido, e dos cantores Teresa Salgueiro e Nuno Guerreiro.
As canções do álbum, gravado por Paulo Abelho e Tiago Lopes, são todas cantadas em Latim.
No segundo CD da nova edição com a chancela da Sony Music há uma nova versão da canção «As ilhas dos Açores». Esta canção integrou o álbum «Existir», dos Madredeus, grupo a que Rodrigo Leão esteve ligado até 1994.
Constituído por oito temas, o segundo CD integra ainda duas novas versões das canções «1939» e «Segredo» do alinhamento do mais recente álbum de originais de Rodrigo Leão, «A Mãe», e uma de «In Memoriam» que dá título ao CD.
Os três inéditos que segundo o músico «se alinham na sequência harmónica e de composição de 'A Mãe', tendo no entanto sido compostos mais recentemente», são «Dezembro em Lisboa», «Mar me quer», e «O labirinto».
O álbum encerra com uma nova versão de «Ave Mundi», interpretada por Rodrigo Leão & Cinema Ensemble.