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Os maquinistas de Estocolmo queixam-se das elevadas temperaturas dentro das cabines e exigem o uso de calções. A empresa proíbe esta opção de vestuário e sugere o uso de saias como alternativa.
Durante o verão, ser maquinista em Estocolmo é trabalho duro. Com temperaturas a atingirem os 35 graus dentro das cabines, os maquinistas de uma das linhas de comboio de Estocolmo, gerida pela empresa Arriva, pediram autorização à empresa para por de lado as habituais calças do uniforme e usar calções.
Mas a empresa recusou. Em alternativa, sugeriu o uso de... saias.
Diz a Arriva que os uniformes atuais incluem o uso de calças e saias, mas não de calções, e se os maquinistas quiserem usar saias podem fazê-lo.
«Os nossos trabalhadores devem apresentar-se de forma aprumada e decente e os uniformes atuais cumprem esse objetivo. Se os homens quiserem usar saias, não podemos impedi-los. Permitir-lhes outras opções seria discriminação», explicou o relações públicas da empresa Arriva a um jornal local.
Martin Akersten, um dos 13 maquinistas que decidiu usar saias como forma de protesto contra a proibição da empresa, reconhece que as pessoas ficam a olhar mas não tem muitas alternativas. Além do mais, diz, é bem mais confortável que usar as longas calças no pico do verão.
Em setembro, a administração da Arriva irá reunir-se para decidir eventuais alterações ao código de vestuário dos funcionários.
Até lá, e perante a resposta da empresa, os maquinistas decidiram usar saias até que lhes sejam dada autorização para usar calções.