Taxa de sinistralidade e mortalidade entre condutores de veículos agrícolas é a mais elevada

Veículo agrícola
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A taxa de sinistralidade e mortalidade entre os condutores de veículos agrícolas é oito vezes mais elevada que, por exemplo, a dos condutores de automóveis ligeiros e pesados.
A taxa de mortalidade dos condutores de veículos agrícolas é oito vezes superior à dos condutores de ligeiros e pesados e o quádruplo no caso dos ciclomotores e mais do dobro relativamente aos motociclistas.
Em relação ao número de veículos agrícolas envolvidos em acidentes, entre 2000 e 2009 registou-se uma redução de 15 por cento. Um valor ainda assim abaixo do observado nos restantes veículos que é de 23 por cento.
Quanto à distribuição das vítimas por distritos há grandes assimetrias com Santarém a registar a mais elevada taxa de mortos e feridos graves, quase o dobro da média nacional.
Destacam-se ainda os distritos de Braga, Bragança, Coimbra e Viseu.
Em comparação com outros países da União Europeia (UE), em 2008 Portugal foi o segundo estado-membro com mais utentes de veículos agrícolas mortos (só a Grécia apresentava um valor superior).
Entre as vítimas da sinistralidade, os condutores são as principais alvos sobretudo em acidentes mortais e os despistes com capotamento são os mais frequentes.
A maior parte dos acidentes com veículos agrícolas ocorre fora das localidades. As estradas municipais são as que registam os valores mais altos.
Para inverter este cenário, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária propõe a implementação de politicas localizadas, que devem ser elaboradas em conjunto com as autarquias.
Como causas para os acidentes destacam-se o excesso de horas de trabalho, o consumo de álcool, a antiguidade da frota e idade avançada dos condutores, que na sua maioria têm 65 ou mais anos.