Trabalhadores da administração local em greve ao trabalho extra por tempo indeterminado
O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) convocou uma greve às horas extraordinárias e feriados a partir de 1 de janeiro e por tempo indeterminado, contra a redução do pagamento do trabalho extra.
O vice-presidente do STAL, José Correia, disse à agência Lusa que a greve é apenas ao trabalho extraordinário, tem início à meia-noite do primeiro dia do ano novo e «não tem prazo», podendo prolongar-se «por todo o ano».
O sindicalista admitiu que a paralisação comece a ter efeitos logo na noite de dia 31 «em alguns serviços como a recolha de lixo».
O vice-presidente do sindicato adiantou que a greve abrange «todos os trabalhadores do setor da administração local»: funcionários das câmaras, das juntas, de empresas municipais, multimunicipais ou intermunicipais, associações e Sapadores bombeiros ou Polícia Municipal.
José Correia salientou que com esta greve os trabalhadores pretendem «demonstrar um descontentamento latente» quanto à redução do valor do trabalho extraordinário, que, com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para o próximo ano, «fica equiparado ao valor normal do trabalho».