Transocean aceita pagar cerca de mil milhões por maré negra no golfo do México

Maré Negra no Golfo do México, em maio de 2010
Reuters/Chief Petty Officer John Kepsimelis/U.S. Coast Guard
A empresa suíça Transocean, proprietária da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, aceitou pagar 1,4 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros) no âmbito do processo relacionado com a maré negra no golfo do México em 2010.
A decisão da empresa especializada na prospeção petrolífera em alto mar foi hoje anunciada pelo Departamento de Justiça norte-americano.
A Transocean também aceitou, para resolver processos pendentes, declarar-se culpada pela infração da lei de limpeza da água.
A 20 de abril de 2010, uma explosão na plataforma Deepwater Horizon, instalada cerca de 80 quilómetros ao largo de Nova Orleães, no sul dos Estados Unidos, fez 11 mortos e largou centenas de milhões de litros de crude no golfo do México até ao encerramento do poço, quatro meses depois do incidente.
A plataforma era operada pelo grupo petrolífero britânico BP.
Em novembro de 2012, a BP anunciou o pagamento de mais de 4,5 mil milhões de dólares (cerca de 3,5 mil milhões de euros) em multas às autoridades norte-americanas, âmbito de um acordo amigável.
Na altura, foi considerada «a maior multa da história penal norte-americana».
Na mesma ocasião, a BP declarou-se culpada das acusações de má conduta profissional e negligência.
O grupo britânico já tinha concluído outro acordo amigável, que envolvia a atribuição de 7,8 mil milhões de dólares (cerca de 6,1 mil milhões de euros), para as vítimas da maré negra.