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A tribo Oglala Sioux, que habita a Reserva Índia de Pine Ridge, está a braços com uma onda de suicídios entre a população mais jovem. Nos últimos meses suicidaram-se sete adolescentes.
Este é um povo que, por causa das guerras com o "homem-branco", diz saber bem o que são dificuldades e o que é morrer cedo demais. Mesmo assim, esta comunidade empobrecida não está a conseguir travar uma onda de suicídios que começou há alguns meses.
Os líderes tribais chamam-lhe uma «missão urgente» para travar impedir mais mortes. As crianças da tribo Oglala Sioux são enviadas para fora da reserva para receberem a escolaridade obrigatória. Foi no regresso a casa que se matou o primeiro jovem. A doze de dezembro um rapaz de 14 anos enforcou-se em casa.
No dia de Natal, uma menina de 15 anos foi encontrada morta. Semanas mais tarde uma "cheerleader" também se suicidou. Em fevereiro e março mataram-se quatro jovens e outros tentaram tirar a própria vida. O mais jovem a morrer tinha 12 anos. A escola onde a maior parte das crianças estuda afirma ter conseguido impedir um pacto em que várias raparigas adolescentes planeavam matar-se em simultâneo.
«Isto transformou-se numa epidemia. Há muitas razões para isto. O "bullying" na escola, o desemprego muito elevado. Os pais têm de disciplinar as crianças» diz Tomas Poor Bear, vice-presidente da tribo Oglala Sioux.
A reserva onde estes índios vivem ocupa as "badlands", em português "as terras más". A reserva inclui o município mais empobrecido do país e um dos que têm as mais elevadas taxas de desemprego, alcoolismo, uso de drogas e violência. Os governos federais do Nebraska e do Dakota do Sul já enviaram para a reserva uma equipa de nove psicólogos.