Aos 27 anos, um homem decidiu fechar a boca. Viveu 382 dias sem comer e emagreceu 125 quilos. A experiência ocorreu em 1973, ao abrigo de uma investigação da Universidade de Dundee, na Escócia.
De boca fechada durante um ano. A.B., assim é identificado o homem sujeito a esta experiência, não fez qualquer promessa para ficar calado. A ideia era emagrecer e conseguiu.
Decorria o ano de 1973. A.B. tinha, então, 27 anos e era obeso. Pesava 207 quilos. Tomou uma decisão drástica. Não optou por praticar exercício físico, nem por manter uma dieta equilibrada, nem uma dieta milagreira. O objetivo era emagrecer mais de cem quilos.
Uma equipa médica da Universidade de Dundee entrou em contacto com o jovem escocês. Aceitou participar no estudo desenvolvido pela equipa de investigação que pretendia explorar a capacidade do corpo humano sobreviver sem ingerir nenhum tipo de alimento.
A dieta, ao longo deste tempo, foi composta por suplementos. Durante os primeiros dez meses, A.B. tomou vitamina C e o complemento Paladac, nos restantes três. Bebidas não calóricas foram permitidas, mas só em situações limite. Entre os dias 93 e 162 o jovem recebeu suplementos de potássio e na reta final, durante dez dias, foi vez de tomar uma dose de sódio.
Mais nada. Não foi introduzido mais nenhum tipo de medicamento ou suplemento. A. B. permaneceu os primeiros dias no hospital, mas a dieta foi depois prosseguida em casa, com exames e análises bastante regulares.
Até à execução desta experiência, as investigações anteriores demonstraram que o corpo humano aguentava 40 dias sem comer. No entanto, os médicos perceberam que no caso de A.B. este período de tempo poderia ser superior. Decidiram dar um passo em frente e testar o limite do corpo deste jovem. Chegou aos 382 dias. O feito deu origem à publicação do estudo em instituições e páginas da internet sobre saúde. Como aqui e aqui.
Após a publicação deste estudo, A.B., entrou no livro de recordes do Guiness. Pelo meio enfrentou alguns efeitos secundários devido ao jejum. As idas ao quarto de banho deixaram de ser diárias e passaram a ter intervalos entre 37 e 48 dias.