Sociedade

"Olhar o palhaço pela fechadura." A "TV" da Operação Nariz Vermelho

Doutor Palhaço da Operação Nariz Vermelho Gerardo Santos/Global Imagens

Afastados dos hospitais de um dia para o outro, os Doutores Palhaços tiveram de encontrar uma alternativa, para continuarem a ajudar crianças doentes. E, assim, todos ficam a conhecer a "vida privada" do palhaço.

Obrigados ao isolamento por causa da Covid-19, os 30 palhaços que fazem parte da Operação Nariz Vermelho viram-se, de repente, sem forma de distribuir sorrisos pelas crianças internadas nos 17 hospitais a que, habitualmente, dão apoio.

Fechados em casa, os "Doutores Palhaços" reuniram-se à distância e criaram uma "televisão" em plataformas digitais, como o Youtube e a IGTV, da rede social Instagram.

Assim nasceu a TV-ONV. É lá que contam histórias duas vezes por dia, às 12h00 e às 18h00, para todos os meninos que os queiram ver, em casa ou no hospital.

São "momentos de brincadeira, de beleza", mas também de conselhos úteis para as crianças "aprenderem a comportar-se" durante a pandemia.

Por exemplo, a dra. Marisol ensina a lavar as mãos e a enfermeira Xtruz explica porque não se deve "meter as mãos onde elas não são chamadas". Há também aulas de fitness e momentos de magia. E canções, muitas canções. "Don't worry, be happy", canta a dra. Camomila da Conceição.

Assim, refere o diretor artístico da Operação Nariz Vermelho, Fernando Escrich, surge também a oportunidade de "olhar o palhaço pela fechadura: como vivem, o que comem, onde dormem (...), mostrar a vida privada do palhaço".

Uma forma diferente de chegar às crianças, aos pais e também aos médicos e enfermeiros que as acompanham. Resta "esperar que, daqui a pouco, estejamos com eles para dar um grande abraço".

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Guilhermina Sousa