Líderes municipais assumem que não foram informados nem chamados para conversar sobre "os detalhes da solução" apresentada pelo Ministério de Pedro Nuno Santos.
Depois de o primeiro-ministro ter revogado, na manhã desta quinta-feira, o despacho divulgado na quarta-feira pelo Ministério das Infraestruturas e da Habitação sobre os novos aeroportos, o presidente da Câmara Municipal do Seixal fala, no Fórum TSF, de "desorientação" e defende que um assunto "tão importante para o país" tem de ter "ponderação política" pelo que, "se de facto ela não aconteceu, deve acontecer".
Joaquim Santos assume que foi chamado há dois anos para uma reunião com o Governo com o objetivo de discutir este assunto, mas assegura também que, ao contrário dessa ocasião, os autarcas não "foram chamados para esta última notícia de ontem do ministro Pedro Nuno Santos".
"Estamos a viver tempos estranhos, onde de facto parece que os interesses que não são os interesses nacionais e que estão a sobrepor-se àquilo que deve ser um interesse nacional", critica Joaquim Santos.
Também o presidente da Câmara Municipal de Alcochete assumiu no Fórum TSF que não tinha conhecimento dos "detalhes da solução que o senhor ministro das Infraestruturas e da Habituação ontem apresentou". Fernando Pinto confessa que está preocupado, já que "este vai e vem não abona o nosso país", mas tem consciência que a "palavra final" será do primeiro-ministro.
Na opinião do autarca, António Costa "deverá fazer todos os esforços possíveis para poder conversar com o maior partido da oposição e dialogar sobre um projeto de tamanha importância para o país", envolvendo ainda o Presidente da República.