Sociedade

Suicídio no Alentejo e no Algarve. Uma realidade que não muda

Arquivo Global Imagens

Tal como há décadas, os mais recentes dados do INE, relativos a 2021, mostram que o Alentejo e o Algarve continuam a ter taxas de suicídio muito superiores à média nacional. O concelho mais atingido é Viana do Alentejo.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística referentes a 2021 mostram que a taxa média nacional é de cerca de nove suicídios por cada 100 mil habitantes, mas o sul do país - Alentejo e Algarve - estão muito acima disso. Em ambas as regiões, anda pelos 16 - quase o dobro.

No dia em que começa, em Castelo de Vide, o congresso da Associação Psiquiátrica Alentejana, a TSF fez as contas aos dados do INE e concluiu que Viana do Alentejo, no distrito de Évora, com 75 casos por cada 100 mil residentes, é o concelho do país com a maior taxa de suicídios.

Seguem-se Monchique, na serra algarvia, com 54; Aljezur, na Costa Vicentina, com 49; Sousel e Cuba, no interior alentejano, ambos com 49.

A informação disponibilizada pelo INE deixa claro que este é um cenário que se prolonga há muito tempo. Pelos menos, nos últimos 20 anos, as taxas de "morte por lesões autoprovocadas intencionalmente", a sul do país, sempre foram superiores à média nacional e deixam à vista um país dividido, onde o rio Tejo funciona como uma espécie de fronteira.

A norte, as taxas de suicídio por cada 100 mil habitantes aproximam-se da média nacional, e, nalgumas regiões, ficam mesmo abaixo. No sul, são quase o dobro.

Guilhermina Sousa