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Banco Mundial suspende novos empréstimos ao Uganda devido a lei que criminaliza homossexualidade

O Banco Mundial determinou que eram necessárias medidas adicionais para garantir a conformidade com as normas sociais do banco Daniel Slim/AFP (arquivo)

A legislação, que prevê a pena de morte para alguns atos homossexuais, foi promulgada em maio. O Banco Mundial afirma que o objetivo é "proteger as minorias sexuais e de género da discriminação e projetos" financiados pela instituição.

O Banco Mundial anunciou que não vai considerar novos empréstimos ao Uganda após as autoridades terem promulgado, no início deste ano, uma lei anti-homossexuais que foi condenada por grupos de defesa dos direitos humanos.

O Banco Mundial enviou uma equipa para o Uganda depois de a lei ter sido promulgada em maio e determinou que eram necessárias medidas adicionais para garantir que os projetos estivessem em conformidade com as normas ambientais e sociais do banco.

"Nenhum novo financiamento público ao Uganda será apresentado ao nosso Conselho de Administração Executivo até que a eficácia das medidas adicionais tenha sido testada", afirmou o Grupo do Banco Mundial em comunicado esta terça-feira.

"O nosso objetivo é proteger as minorias sexuais e de género da discriminação e da exclusão nos projetos que financiamos. Estas medidas estão atualmente a ser discutidas com as autoridades", acrescentou.

A legislação, que prevê a pena de morte para alguns atos homossexuais, foi promulgada em maio.

Lusa