Política

Tempestade Perfeita: secretário-geral do Ministério da Defesa em funções apesar de ser arguido

A operação investiga a derrapagem orçamental nas obras de reabilitação do ex-Hospital Militar de Belém Orlando Almeida/Global Imagens (arquivo)

João Ribeiro é acusado dos crimes de abuso de poder e falsidade informática e suspeito de efetuar um pagamento antecipado a uma empresa acusada no mesmo caso.

Ao contrário do que aconteceu com o antigo secretário de Estado da Defesa Marco Capitão Ferreira, o secretário-geral do ministério continua em funções, apesar de também ser arguido no processo Tempestade Perfeita.

Segundo a notícia avançada pelo Expresso, João Ribeiro foi constituído arguido por abuso de poder e falsidade informática no início de agosto, sendo suspeito de manipular o sistema informático, de forma a realizar um pagamento antecipado a uma empresa acusada no mesmo caso, o que terá contribuído para a derrapagem orçamental nas obras do antigo Hospital Militar de Belém.

Apesar disto, o secretário-geral do Ministério da Defesa não foi demitido pela ministra Helena Carreiras, nem se demitiu do cargo. Ao Expresso, o gabinete da ministra assume que "foi informado da constituição de arguido do secretário-geral do ministério, mas não da natureza dos factos que levaram a essa circunstância", não tendo sido "transmitida qualquer decisão cautelar de inibição do exercício de funções, pelo que se mantém no seu desempenho".

O Ministério Público suspeita que o secretário-geral do Ministério da Defesa tenha ordenado a um funcionário que pagasse antecipadamente os serviços da empresa TRXMS - Gestão, Manutenção e Serviços a Empresas relativos às obras de reabilitação do ex-Hospital Militar de Belém.

Essa empresa é uma das acusadas no processo Tempestade Perfeita, já que os custos quadruplicaram de 750 mil euros para 3,2 milhões de euros nas obras do hospital militar.

Rui Oliveira Costa