Em resposta ao SFP, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, que apresentou a queixa à secretária-geral da AR, desvaloriza o número de associados de cada organização e sublinha na TSF: "Se tivesse sido apenas um [trabalhador a pedir ajuda], tínhamos feito o mesmo"
O Sindicato dos Funcionários Parlamentares (SFP) diz não ter conhecimento da queixa apresentada pelos trabalhadores contra o partido político Chega. Em causa estão atitudes "sistemáticas" que procuram "assediar e humilhar", segundo o que relatou à TSF, na manhã desta sexta-feira, Catarina Simão, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas.
Num comunicado enviado à TSF, o SFP lamenta não ter sido previamente contactado sobre o assunto e refere "nunca" ter recebido "qualquer queixa de funcionários parlamentares relativamente a comportamentos ou situações preconizadas por nenhum deputado de qualquer força política".
"O SFP desconhece o teor da queixa alegadamente apresentada ao Gabinete da Senhora Secretária-Geral, bem como a sua origem, fundamentos ou motivação", lê-se.
Ainda assim, o Sindicato dos Funcionários Parlamentares, que "representa mais de 96%" destes funcionários, "repudia, em absoluto, qualquer desrespeito, falta de cordialidade ou conduta imprópria que possa afetar direta ou indiretamente" quem representa. E garante "não abdicar" de "defender os direitos e a dignidade" de todos os funcionários e que sempre que necessário "atuará".
Contactado pela TSF, o Sindicato dos Funcionários Parlamentares não aceitou prestar declarações.
Em resposta ao comunicado do SFP, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, que apresentou a queixa à secretária-geral da Assembleia da República, desvaloriza na TSF o número de associados de cada organização, assinalando: "Se tivesse sido apenas um [trabalhador a pedir ajuda], tínhamos feito o mesmo."