Sociedade

Sócrates pede nulidade das sessões com advogada oficiosa Ana Velho

Filipe Amorim/EPA

José Sócrates acusa Ana Velho de não ter levantado o processo no portal Citius

O antigo primeiro-ministro José Sócrates pediu a nulidade das sessões do julgamento da Operação Marquês em que a advogada oficiosa Ana Velho participou, acusando-a de não ter levantado o processo no portal Citius.

A informação foi avançada esta quinta-feira pela Sic Notícias, que teve acesso a um documento assinado por José Preto, em que o advogado critica as "declarações públicas confrangedoras" de Ana Velho, que "declarou ter visto alguma coisa dos autos", "significando isso, evidentemente, que nada viu".

O advogado José Preto renunciou na terça-feira à defesa de José Sócrates por motivos de saúde, solicitando ao tribunal do julgamento que dê 20 dias ao antigo primeiro-ministro para designar um novo advogado. Desde 6 de janeiro, está a ser representado por uma advogada oficiosa, Ana Velho.

Após ter tido cinco dias para consultar o processo, Ana Velho marcou presença na sessão da manhã de terça-feira, durante a qual foram ouvidas duas testemunhas sem conhecimento dos atos sob suspeita.

José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o 'resort' algarvio de Vale do Lobo.

No total, o processo conta com 21 arguidos que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que globalmente lhes são imputados.

Os ilícitos terão sido praticados entre 2005 e 2014 e no primeiro semestre deste ano podem prescrever, segundo o tribunal, os crimes de corrupção mais antigos, relacionados com Vale do Lobo.

O julgamento decorre desde 03 de julho de 2025 no Tribunal Central Criminal de Lisboa.

TSF