Chega-se à antiga entrada da base aérea e consegue-se ver lá para dentro, pelo motivo de que todos os pinheiros que estavam à frente estão todos partidos. Não há um de pé. Vê-se, por exemplo, que há uma série de edifícios completamente espelhados e vê-se que um bocadinho da torre de controlo, mas falta a verdadeira torre de controlo que deveria ser alta. Do outro lado desta estrada, que está neste estado caótico, vive Ana Gomes, que conta à TSF o cenário "aterrador" que viveu com a passagem da depressão Kristin.
"Todos os postos elétricos de madeira caíram todos e mesmo alguns de cimento partiram. Portanto, os cabos de comunicação, neste momento, estão todos espalhados pelas estradas, pelas varandas das nossas casas. É um cenário aterrador. Por muito que se tente explicar, é difícil, Para já, é difícil explicar aquilo que nós sentimos durante aquelas duas horas. Normalmente estes fenómenos são rápidos e este não foi. Foi aterrador. Tudo o que eram ramos, pinhas com aquela velocidade eram projetadas contra as nossas casas. A certa altura refugiámo-nos na garagem, porque achámos que era a zona mais segura, porque a qualquer momento tínhamos a sensação que tudo ia rebentar. As janelas, as portas, os gradeamentos caíram, foram arrancados pelo cimento. A estrada de manhã estava completamente tapada, não se via o alcatrão, era só árvores, foi aterrador."