Temporal deixa "centenas de empresas com problemas". Associação pede ao Governo apoios semelhantes aos da Covid-19

Um poste de alta tensão destruído devido à passagem da depressão Kristin
Créditos: Paulo Cunha/Lusa
Foram várias as empresas afetadas pela passagem da depressão Kristin, sendo que algumas "nem nas próximas duas semanas irão ter acesso a eletricidade", referiu a Associação Industrial Portuguesa
A Associação Industrial Portuguesa (AIP) pediu ao Governo apoios semelhantes aos que foram aplicados durante a pandemia Covid-19, como o lay-off, após ter sido contactada por "centenas de empresas" que foram afetadas pelo temporal.
"São centenas de empresas com problemas, algumas bastante graves. Temos conhecimento de que algumas nem nas próximas duas semanas irão ter acesso a eletricidade", relatou o diretor-geral da AIP, Filipe de Sousa Martins, em declarações à TSF.
Embora as regiões de Leiria e de Coimbra tenham sido as mais afetadas pela passagem da depressão Kristin, a AIP também foi contactada por empresas da "região do Oeste, de Castelo Branco e de Portalegre". "Estamos a falar de todos os setores. Dos mais industriais a comerciais, acaba por ser transversal", sublinhou Filipe de Sousa Martins.
"Já manifestámos junto do ministro da Economia a necessidade de se tomarem medidas de curto prazo, algumas já semelhantes àquelas que já foram tomadas aquando da pandemia Covid-19", acrescentou.
O presidente da AIP pediu ao Governo "garantias públicas para suporte a linhas de financiamento, medidas também contributivas e fiscais, como desferimentos no pagamento de contribuições mensais, o lay-off à semelhança do que já aconteceu".
"Depois, duas medidas já mais reclacionadas com este contexto: a agilização dos processos de licenciamento e também medidas que possam melhorar os processos de reembolso das seguradoras", conclui.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
